Você já decidiu que precisa de site — não só Instagram, não só Linktree. A pergunta que trava a decisão agora é outra: quanto isso custa?
A resposta curta existe. Mas ela sozinha não resolve, porque site de advogado tem uma particularidade que nenhum outro nicho tem: a OAB decide o que pode aparecer na página, e isso muda o que você está pagando — e por quê.
Um site institucional pra escritório de advocacia — o formato que a OAB permite, já que loja virtual e preço publicado estão fora de cogitação — fica hoje entre R$ 2.500 e R$ 10.000 no projeto, mais R$ 100 a R$ 400 por mês de hospedagem e manutenção.
A conta que ninguém soma nesse orçamento é o blog jurídico. Sem ele, o site fica parado esperando quem já conhece o escritório — e não aparece pra quem está pesquisando o problema agora, que é quem mais fecha.
O que faz o preço variar tanto?
Site de advogado não tem carrinho de compra nem catálogo de produto — mas isso não deixa ele mais barato que qualquer outro site institucional. O que pesa no preço é outra coisa:
- Quantas áreas de atuação o escritório tem. Trabalhista, família, cível — cada uma pede uma página própria, com texto que explica o que o escritório resolve nela, não um parágrafo genérico repetido três vezes.
- Quem escreve o conteúdo. Texto jurídico pra site precisa ser traduzido pra quem não é advogado, sem perder precisão — e revisado pra não esbarrar em nenhuma vedação do Provimento 205/2021. Isso é trabalho, e é o que mais custa.
- Blog jurídico incluso ou não. Um blog vazio na entrega custa menos. Um blog com os primeiros artigos já escritos — que é o que realmente traz tráfego — custa mais, porque é mais texto pesquisado e revisado.
- Design sob medida ou modelo pronto. Adaptar um modelo já existente é mais rápido. Desenhar a identidade visual do escritório do zero é outro tipo de projeto.
As faixas que existem hoje
| Modelo | Investimento inicial | Indicado para |
|---|---|---|
| Site pronto / template | R$ 900 – 2.000 | Escritório testando presença digital, poucas páginas |
| Site institucional profissional | R$ 2.500 – 6.000 | Áreas de atuação bem definidas, com blog inicial |
| Site + blog jurídico estruturado | R$ 5.000 – 10.000 | Escritório que quer aparecer no Google pra busca local |
| Projeto maior / multissede | R$ 10.000+ | Vários advogados, várias áreas, estrutura mais complexa |
São faixas referenciais observadas no mercado de sites jurídicos em 2026, não uma tabela fechada de preço. O que muda o valor dentro de cada faixa é o escopo: quantas páginas, quanto texto sob medida e se o blog entra pronto ou vazio.
O trabalho que ninguém vê: escrever dentro do que a OAB permite
É aqui que mora a diferença de preço entre um site de advogado feito por quem entende o nicho e um site genérico com o nome do escritório colado em cima.
Cada frase da página passa por um filtro que não existe em outros nichos: promete resultado? Fala de valor? Soa como autopromoção? Qualquer "sim" nessas perguntas veta a frase — e reescrever dentro dessas regras, mantendo o texto convincente, é o trabalho que justifica boa parte do orçamento.
O mesmo vale pro blog. Artigo jurídico que ensina sem prometer nada é o tipo de conteúdo técnico-informativo que o Provimento 205/2021 permite — e é também o que funciona melhor pra SEO, porque responde à pergunta que a pessoa pesquisou, em vez de empurrar venda.
Quanto tempo até o site se pagar
Exemplo: escritório de direito trabalhista com site novo
Isso é uma simulação pra mostrar a lógica da conta, não uma previsão. Ticket médio, quantidade de casos e tempo até o primeiro contato pelo site variam por área de atuação, região, concorrência e — principalmente — quantos artigos do blog já estão no ar.
Por que um site de advogado não sai mais barato, já que não tem loja virtual?
Essa é a pergunta que ninguém faz em voz alta, mas passa pela cabeça de todo advogado comparando orçamento: se não tem carrinho, não tem frete, não tem controle de estoque — por que custa quase o mesmo que um site institucional de qualquer outro negócio?
Porque o trabalho pesado nunca esteve na parte técnica. Está no texto. Um site de loja usa foto e preço de produto — informação que já existe, só precisa ser organizada. Um site de advogado precisa transformar direito trabalhista, direito de família ou inventário em linguagem que uma pessoa comum entenda, sem perder a precisão que a profissão exige, e sem esbarrar em nenhuma vedação do Provimento. É tradução técnica, não preenchimento de catálogo.
Dito isso: nem todo escritório precisa da faixa mais alta pra começar. Se você está testando se site vale a pena, um projeto mais simples — sem blog na entrega, com três ou quatro páginas — já resolve o primeiro problema, que é sair do Linktree. O blog pode entrar depois, quando o resultado das primeiras páginas mostrar que vale escalar.
Fazer sozinho, freelancer ou agência: o que muda no preço
| Fazer sozinho | Freelancer | Agência | |
|---|---|---|---|
| Custo inicial | R$ 0 – 600/ano | R$ 800 – 3.000 | R$ 2.500 – 10.000 |
| Conhece o Provimento 205/2021 | Você precisa estudar | Depende | Deveria saber |
| Blog jurídico com constância | Raro sair do papel | Depende | Inclui estrutura |
| Tempo do advogado investido | Alto | Médio | Baixo |
Nenhuma das três é errada — depende de quanto tempo você tem e de quanto peso dá pra correr risco com o Provimento. O que raramente compensa é pagar preço de agência por um site que ninguém revisou à luz das regras da própria categoria.
Como a Nexora trabalha com site para advogado
- 01 — Diagnóstico e escopo. Quantas áreas de atuação, se já existe conteúdo aproveitável, e o que o escritório já tem hoje (Instagram, Perfil da Empresa, Linktree).
- 02 — Orçamento fechado por escrito. Você sabe o que está pagando antes de começar — quantas páginas, quantos artigos de blog na entrega, quantas rodadas de ajuste.
- 03 — Texto dentro do Provimento 205/2021. Cada página escrita e revisada pra passar no teste "isso soa como informação ou como propaganda".
- 04 — Publicação com SEO local (otimização pra aparecer no Google de quem busca perto de você). Site rápido no celular, WhatsApp em destaque, e Perfil da Empresa linkado desde o primeiro dia.
Ainda não temos um site de advogado publicado pra mostrar quanto tempo ele levou pra se pagar de verdade. O que já está fechado é o processo — orçamento por escrito, texto revisado dentro do Provimento antes de qualquer publicação, e blog jurídico pensado desde o primeiro dia, não como item futuro.
Perguntas frequentes
Depois do projeto, entram domínio (cerca de R$ 40 a R$ 70 por ano) e hospedagem com manutenção, que costuma ficar entre R$ 100 e R$ 400 por mês. Vale perguntar o que está incluso nesse valor — atualização de texto, correção de erro e suporte não são a mesma coisa.
Porque o custo real está no texto, não na estrutura técnica. Transformar cada área de atuação em conteúdo preciso e revisado dentro do Provimento 205/2021 é o trabalho que pesa no orçamento — não a ausência de carrinho de compras.
O preço do site em si não é honorário de advogado, então tecnicamente não esbarra na vedação do artigo 3º do Provimento 205/2021. Mas expor esse tipo de informação foge do tom sóbrio que a OAB pede num site jurídico — e não ajuda quem chega pesquisando um problema, não um orçamento de fornecedor.
Dá pra começar simples. Um site institucional enxuto, sem blog na entrega, já resolve o problema de sair do Linktree e aparecer no Google. O blog jurídico — que é o que mais traz gente nova — pode entrar depois, quando o primeiro site já estiver validado.
Varia por fornecedor. Alguns entregam o site com blog vazio, pronto pra receber artigo; outros já incluem os primeiros textos na entrega. Vale perguntar isso antes de fechar — é a diferença entre ter um blog e ter uma aba de blog sem nada dentro.
Varia com o escopo — quantidade de páginas e de artigos inclusos pesam mais que qualquer outro fator no prazo final. Veja quanto tempo demora um site profissional por tipo de projeto.
Em resumo
Não existe "preço certo de site de advogado" solto no ar. Existe o preço certo pro tamanho do seu escritório agora — quantas áreas de atuação, se o blog entra pronto ou vazio, e quanto texto precisa ser escrito e revisado dentro do que o Provimento 205/2021 permite.
Se você já sabe que quer sair do Linktree mas não sabe em qual faixa o seu escritório se encaixa, manda uma mensagem contando as áreas de atuação e o que já existe hoje. Eu te digo o que faz sentido — inclusive se for a opção mais simples.