Salão é um dos poucos negócios em que o site precisa se pagar com serviço de R$ 50, R$ 80, R$ 120. Não tem ticket de R$ 3 mil pra cobrir o investimento em uma venda só.
Isso muda tudo na hora de escolher o orçamento — e é justamente o que nenhuma proposta de site explica. Então vamos pela conta certa, que não é "quanto custa", é "quantos horários vagos esse site precisa preencher pra valer a pena".
Um site para salão de beleza ou manicure fica hoje entre R$ 900 e R$ 7.000 no projeto, mais R$ 100 a R$ 400 por mês de hospedagem e manutenção. A maior parte dos salões resolve bem na faixa de R$ 1.500 a R$ 3.500.
A ressalva honesta: se você já paga um aplicativo de agendamento e sua agenda vive cheia com clientes fiéis, o site resolve pouco. Ele existe pra trazer quem ainda não te conhece — não pra substituir o que já funciona.
O que faz o preço variar tanto?
Site de salão é mais barato que site de advogado ou de clínica pelo motivo mais simples possível: tem menos texto para escrever. Ninguém precisa de três parágrafos explicando o que é uma escova. O que muda o valor é outra coisa:
- Quantos serviços ganham destaque próprio. Cabelo, unha, sobrancelha, depilação e estética podem virar seções ou páginas separadas. Cada separação é uma porta a mais no Google — e mais trabalho.
- Se as fotos já existem. Este é o item decisivo em beleza. Foto do trabalho real, do espaço, das profissionais. Se você já tem um feed com material bom, o custo cai bastante; se não tem, precisa produzir.
- Se a tabela de preços entra no site. Entrar é fácil. Manter atualizada é o que gera custo recorrente.
- Se o agendamento é integrado ou por WhatsApp. Integração de agenda encarece o projeto. WhatsApp resolve na maioria dos casos.
- Uma unidade ou várias. Duas unidades já pedem página separada por endereço, por causa da busca por proximidade.
As faixas que existem hoje
| Modelo | Investimento inicial | Indicado para |
|---|---|---|
| Página única / template | R$ 900 – 1.800 | Manicure autônoma, profissional em casa ou em cadeira alugada |
| Site institucional do salão | R$ 1.500 – 3.500 | Salão com equipe pequena e 3 a 5 tipos de serviço |
| Site com página por serviço | R$ 3.000 – 7.000 | Salão que quer aparecer no Google por cada serviço, com portfólio separado |
| Projeto maior / várias unidades | R$ 7.000+ | Rede, curso próprio, área de aluna ou agendamento integrado |
São faixas referenciais observadas no mercado de sites para o setor de beleza em 2026, não uma tabela fechada. Dentro de cada faixa, o que move o valor é o escopo — quantidade de páginas, se as fotos já existem e se há integração de agenda.
Você já paga um app de agendamento. O site ainda faz falta?
Essa é a pergunta que todo salão deveria fazer antes de assinar qualquer orçamento — e quase ninguém faz.
A resposta honesta: o app e o site resolvem problemas diferentes, e um não cobre o outro.
| O que você precisa | App de agendamento | Site |
|---|---|---|
| Cliente que já te conhece marcar sozinha | Resolve bem | Não precisa |
| Reduzir mensagem de "tem horário?" | Resolve bem | Ajuda pouco |
| Aparecer pra quem busca no Google | Não resolve | É pra isso que serve |
| Mostrar portfólio separado por serviço | Não resolve | Resolve |
| Explicar preço, duração e o que está incluso | Parcial | Resolve |
| Ter um endereço na internet que é seu | Não — é da plataforma | Resolve |
Se você olhou essa tabela e todas as suas necessidades estão na coluna do app, guarde o dinheiro do site. Sério. Um salão com agenda cheia de clientes fiéis não tem um problema que um site resolva.
Agora, se você marcou duas ou mais linhas da coluna da direita — principalmente "aparecer pra quem busca no Google" — aí o site deixa de ser enfeite. É a mesma conclusão a que chegamos em site ou Instagram para salão de beleza: cada ferramenta cobre um pedaço do caminho.
O trabalho invisível: por que o texto de um salão é mais difícil do que parece
Parece que é só listar serviço e preço. Não é — e é aqui que sites baratos de salão falham.
- Nome que a cliente usa, não o nome técnico. Se o site diz "alongamento em fibra de vidro" e a cliente pesquisa "alongamento de unha", ela não encontra. Escrever para busca é escrever com a palavra dela.
- Duração e o que está incluso. A dúvida real antes de marcar quase nunca é preço — é "quanto tempo eu vou ficar aí" e "isso inclui a retirada?". Site que responde isso reduz mensagem e aumenta agendamento.
- Portfólio separado por serviço. Um feed misturado obriga a cliente a caçar. Uma galeria por serviço mostra exatamente o que ela veio ver.
- Região de atendimento visível. Bairro, cidade e referência. É o que conecta o site à busca por proximidade e ao Perfil da Empresa no Google.
- Política de remarcação e atraso. Chato de escrever, e é o que evita o desgaste no dia. Deixar isso claro no site tira o assunto do WhatsApp.
A conta que importa: quantos horários vagos o site precisa preencher
Exemplo: manicure com agenda parcialmente ocupada
Isso é uma simulação para mostrar a lógica da conta, não uma previsão. E ela é deliberadamente conservadora: em beleza o retorno vem devagar, por volume e repetição, não por uma venda grande. Ticket médio, ocupação da agenda e taxa de retorno variam por cidade, serviço e — principalmente — pelo tempo de resposta no WhatsApp.
Repare no que essa conta revela: se sua agenda já está cheia, o numerador é zero. Não existe prazo de retorno para um site que não tem horário vago para preencher. É por isso que "todo mundo precisa de site" é uma frase de vendedor, não um diagnóstico.
A pergunta que ninguém faz: "e se eu atendo em casa?"
Profissional autônoma que atende em casa ou em cadeira alugada costuma achar que site é coisa de salão grande. Não é — mas o formato muda bastante.
Nesse caso, o que resolve é uma página única bem feita: quais serviços você faz, fotos reais do seu trabalho, região de atendimento, forma de agendar e uma linha honesta sobre como funciona o atendimento em domicílio ou em espaço compartilhado. Isso cabe na faixa de R$ 900 a R$ 1.800 e substitui com folga um Linktree.
O erro comum é o inverso: contratar um site de cinco páginas com blog e agenda integrada para uma operação de uma pessoa só. Sobra estrutura, falta agenda para justificar.
Como a Nexora trabalha com site para salão e manicure
- 01 — Diagnóstico da agenda antes do orçamento. Quantos horários ficam vagos por semana e de onde vêm as clientes hoje. Se a agenda está cheia, eu digo isso.
- 02 — Escopo por escrito. Quantas páginas, quais fotos você fornece, se a tabela de preços entra e quem atualiza depois.
- 03 — Texto com a palavra da cliente, não o nome técnico do serviço — com duração e o que está incluso em cada um.
- 04 — WhatsApp em destaque e Perfil da Empresa conectado desde a publicação, porque no setor de beleza o agendamento nasce quase sempre numa conversa.
Temos um site de manicure em construção — hub e páginas separadas por serviço, substituindo um Linktree. Ainda não há trimestre fechado para mostrar quantos horários vagos ele preencheu. Quando houver, o número entra aqui.
Perguntas frequentes
O app resolve o agendamento de quem já é sua cliente e já tem o link. Ele não resolve ser encontrada por quem ainda não te conhece — a página de agendamento de um app normalmente não responde a buscas como "manicure em [cidade]". Se a sua agenda já está cheia com clientes fiéis, o app basta. Se você quer clientes novas, é aí que o site entra.
Pode, e costuma ajudar mais do que atrapalhar. Diferente de nichos regulados por conselho, não há vedação a divulgar preço no setor de beleza. Preço visível filtra contato: quem acha caro não te manda mensagem, e quem manda já sabe o valor. A ressalva prática é manter a tabela atualizada — preço antigo no site gera constrangimento no atendimento.
Depois do projeto entram domínio (cerca de R$ 40 a R$ 70 por ano) e hospedagem com manutenção, que costuma ficar entre R$ 100 e R$ 400 por mês. Em salão, vale combinar antes quem atualiza a tabela de preços e as fotos — é a alteração mais frequente. Veja o detalhe em quanto custa manter um site no ar.
Vale quando você quer clientes novas e não só as que já vêm por indicação. Um site enxuto de uma página — serviços, fotos do trabalho, região de atendimento e WhatsApp — cumpre isso sem custar caro. O que não vale é fazer um site de cinco páginas para uma agenda que já vive cheia.
Não. Na maioria dos salões, um botão de WhatsApp bem posicionado converte tão bem quanto uma agenda integrada — e custa muito menos. Se você já usa um app de agendamento, o caminho mais barato é o site levar para o link do app, em vez de refazer a agenda dentro do site.
Mais que em nichos de ticket alto, e vale saber disso antes. Como o ticket médio de salão é baixo, o retorno vem de volume e de repetição — a mesma cliente voltando. Na prática, o site se paga preenchendo horários que ficariam vagos, e isso costuma levar meses, não semanas.
Em resumo
Site de salão não é caro. O que ele é, é lento pra se pagar — porque o ticket é baixo e o retorno vem de horário vago preenchido, um de cada vez.
Por isso a pergunta certa antes de fechar qualquer orçamento não é "quanto custa". É: quantos horários eu tenho vagos por semana hoje? Se a resposta for "nenhum", você não precisa de site agora. Se for "seis", você já sabe a conta.
Se quiser, me manda uma mensagem contando quantos horários ficam vagos por semana e de onde vêm suas clientes hoje. Eu faço a conta com você — e se não fizer sentido agora, eu falo.