O que perguntar antes de contratar alguém pra fazer seu site

Você pediu três orçamentos de site. Um veio por R$ 800, outro por R$ 2.500, o terceiro nem falou preço — pediu uma reunião. Parecem três propostas pro mesmo serviço. Quase nunca são.

A diferença entre elas está no que ninguém escreve na proposta. E a única forma de descobrir é perguntando — antes de assinar, não depois.

Resposta direta

Antes de contratar um site, pergunte principalmente três coisas: em nome de quem fica o domínio e se você leva o site se sair, o que exatamente está incluído no preço (texto, alterações, páginas) e o que acontece depois da entrega — quem mantém e quanto custa.

Mais importante que a resposta em si é o jeito que ela vem. Resposta vaga na conversa vira problema no contrato. Abaixo estão as 10 perguntas, com a resposta que tranquiliza e a que deve acender alerta.

As 10 perguntas, em uma tabela

A maioria das listas por aí só diz o que perguntar. O difícil é saber interpretar a resposta. Por isso, cada pergunta vem com os dois lados:

Pergunta Resposta que tranquiliza Resposta que acende alerta
1. Em nome de quem fica o domínio?"No seu CPF ou CNPJ""Fica com a gente, é mais fácil"
2. Se eu sair, levo o site?"Sim, os arquivos são seus""O site só funciona na nossa plataforma"
3. Quem escreve os textos?Resposta clara: eles, você, ou juntos"Você manda o texto" — sem orientação
4. Quantas rodadas de alteração?Número definido por escrito"Quantas precisar" sem nada escrito
5. O que está incluído no preço?Lista de páginas e funções"Um site completo"
6. Qual o prazo — e o que depende de mim?Prazo com etapas e o que você entregaPrazo sem condição nenhuma
7. Posso ver sites seus no ar?Links ao vivo, que você abre no celularSó prints ou "é confidencial"
8. Quanto custa manter depois?Valor mensal ou por chamado, explícito"Depois a gente vê"
9. O site sai configurado pro Google?Lista do que é feito, sem prometer posição"Garanto primeira página"
10. Como vou saber se está funcionando?Explica o que medir: contatos, cliquesFala só de visual

Nem toda resposta da coluna da direita é golpe — às vezes é só falta de processo. Mas cada uma delas é um ponto que vai virar discussão depois, se não ficar resolvido antes.

Propriedade: de quem é o site, afinal?

1. Em nome de quem fica o domínio?

O domínio é o endereço — suaempresa.com.br. Quem está registrado como titular controla pra onde ele aponta. Se o titular for a agência, trocar de fornecedor depende da boa vontade dela.

No Brasil, o registro de domínios .br custa R$ 40 por ano no Registro.br. É barato demais pra justificar ficar no nome de outra pessoa. Explicamos como conferir no artigo sobre domínio e hospedagem no nome da empresa.

2. Se eu quiser sair, levo o site comigo?

Essa é a pergunta que mais separa proposta séria de proposta que prende. Site feito em construtor como o Wix, por exemplo, não pode ser exportado pra outra hospedagem — a própria plataforma informa isso. Site em código próprio ou em sistemas abertos pode ser levado.

Não existe resposta certa única aqui. Existe resposta clara. Se você vai ficar preso, tem que saber disso antes. O artigo site no Wix vale a pena? aprofunda esse ponto.

Escopo: o que está, de fato, incluído?

3. Quem escreve os textos?

É o item mais subestimado de um site. O visual chama atenção, mas é o texto que convence alguém a mandar mensagem. Muita proposta barata é barata porque parte do princípio de que você vai escrever tudo.

Isso não é errado — mas precisa estar claro. E, se você for escrever, pergunte se vai receber orientação: que seções, que ordem, que tamanho.

4. Quantas rodadas de alteração estão incluídas?

Cobrar por alteração extra é legítimo. O problema é descobrir isso na terceira mudança. Peça o número por escrito, e pergunte o que conta como "alteração" — trocar uma palavra é o mesmo que mudar a estrutura de uma página?

5. O que está incluído no preço?

"Site completo" não é escopo. Escopo é: quantas páginas, se tem formulário, se tem botão de WhatsApp, se funciona bem no celular, se tem blog. Quanto mais específica a lista, menor a chance de surpresa.

Processo: como vai ser até ficar pronto?

6. Qual o prazo — e o que depende de mim?

Todo prazo de site tem uma parte que depende do cliente: fotos, informações, aprovação. Proposta boa diz isso de cara. Proposta que só dá uma data, sem condição, costuma estourar — e a culpa cai no meio do caminho. Veja quanto tempo leva, na prática, no artigo sobre prazo de um site profissional.

7. Posso ver sites que você fez, no ar?

Print é bonito. Site no ar mostra a verdade: se abre rápido, se funciona no celular, se o botão de contato está onde deveria. Abra dois ou três no seu telefone antes de decidir.

Quem está começando pode não ter muito portfólio — e isso não é, sozinho, motivo pra descartar. Nesse caso, peça pra ver uma demonstração ou um projeto de treino. O que não pode é não ter nada pra mostrar.

Depois: o que acontece quando o site fica pronto?

8. Quanto custa manter depois?

Domínio, hospedagem e eventuais ajustes continuam custando depois da entrega. Não é problema — problema é não saber. O artigo sobre quanto custa manter um site no ar mostra as faixas reais.

9. O site sai configurado pro Google?

O mínimo que se espera: título e descrição de cada página, site cadastrado no Google Search Console e mapa do site enviado. Isso não garante posição — ninguém garante, e a documentação oficial do Google diz com todas as letras que ninguém pode garantir a classificação em primeiro lugar. Quem promete, já falou demais.

10. Como vou saber se o site está funcionando?

Site bonito que não gera contato é enfeite. Pergunte o que vai ser medido: quantas pessoas clicaram no WhatsApp, quantas mandaram formulário. Se a conversa inteira for sobre cor e fonte, falta metade do assunto.

A pergunta que você não faz, mas deveria: por que esse preço?

Proposta mais barata nem sempre é a mais barata. Às vezes é só a que deixou mais coisa de fora. Veja a conta de duas propostas depois de 12 meses:

Exemplo: proposta de R$ 900 × proposta de R$ 2.000, em 12 meses

Proposta A — criaçãoR$ 900
A — texto contratado à parte (hipótese)R$ 400
A — 3 alterações extras × R$ 150 (hipótese)R$ 450
A — manutenção obrigatória R$ 80 × 12 (hipótese)R$ 960
Proposta A em 12 mesesR$ 2.710
Proposta B — criação com texto e alteraçõesR$ 2.000
B — domínio no Registro.brR$ 40
B — hospedagem R$ 30 × 12 (hipótese)R$ 360
Proposta B em 12 mesesR$ 2.400

Simulação com valores hipotéticos, só pra mostrar a lógica — não é tabela de preço. Em muitos casos a proposta mais barata é, sim, a melhor escolha. A questão é comparar o custo total e o que cada uma entrega, não o primeiro número.

Proposta vaga não é proposta flexível. É discussão marcada pra depois.

E se o fornecedor não souber responder tudo?

Freelancer em começo de carreira nem sempre tem contrato pronto ou processo desenhado. Isso não faz dele um mau profissional. Nesses casos, a saída é simples: peça que as respostas fiquem por escrito — nem que seja numa mensagem de WhatsApp que os dois confirmem.

O que importa não é o formato do documento. É os dois lados saberem, antes de começar, o que vai ser entregue. Se você está comparando tipos de fornecedor, o artigo agência, freelancer ou funcionário ajuda na decisão.

Como a Nexora responde essas perguntas

  • 01 — Escopo por escrito antes de começar. Páginas, funções, rodadas de alteração e prazo — tudo listado. No primeiro projeto pago da Nexora, o escopo foi travado num documento antes de qualquer linha de código: uma landing page, um blog e três artigos publicados na entrega.
  • 02 — Texto incluso. A estrutura e o texto fazem parte do trabalho, não ficam por sua conta.
  • 03 — Domínio no seu nome e código seu. O site é feito em HTML e CSS, que podem ser hospedados em qualquer lugar.
  • 04 — Configuração básica pro Google. Títulos, descrições, Search Console e mapa do site — sem promessa de posição.

Se quiser, pode usar essa lista de perguntas com a gente também. Manda as 10 no WhatsApp — respondemos uma por uma, por escrito, antes de qualquer proposta.

Perguntas frequentes

O ideal é ter. Mas o essencial é que o escopo esteja por escrito e confirmado pelos dois lados: o que será entregue, em quanto tempo, quantas alterações e quanto custa. Mesmo uma troca de mensagens confirmada já evita a maior parte das discussões.

Sim, é comum pagar uma parte no início e o restante na entrega. O que vale conferir é se as etapas de pagamento estão ligadas a entregas concretas, e não só a datas.

O dono do negócio, no CPF ou CNPJ dele. Quem é titular do domínio controla o endereço do site. Se ele estiver no nome de quem fez o site, trocar de fornecedor passa a depender dessa pessoa.

Não. O próprio Google orienta desconfiar de quem garante posição, porque ninguém controla o ranqueamento. O que dá pra garantir é que o site saia tecnicamente bem configurado — o resto depende de conteúdo, concorrência e tempo.

Peça pra ver uma demonstração ou um projeto de treino, e deixe o escopo bem amarrado por escrito. Falta de portfólio é comum em quem está começando — falta de clareza sobre o que vai ser entregue é que não pode.

Depende do número de páginas, de quem escreve os textos e das funções. As faixas de mercado e o que muda o preço estão explicadas no artigo sobre quanto custa um site.

Em resumo

Três orçamentos diferentes pro "mesmo site" quase sempre são três escopos diferentes. As 10 perguntas servem pra colocar as propostas lado a lado de verdade — e a forma como cada fornecedor responde já diz muito sobre como vai ser trabalhar com ele.

Guarde a regra mais simples: tudo que foi combinado precisa estar escrito. O que não está escrito, não foi combinado.

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Quanto custa um site profissional — e por que o preço varia tanto Como escolher uma agência de marketing digital sem cair em cilada Domínio e hospedagem no seu nome: por que importa e como conferir Como funciona a criação de sites na Nexora

Faça as 10 perguntas pra gente

Se você chegou até aqui, já sabe o que comparar. A página do serviço mostra, por escrito, o que entra na criação de um site na Nexora — e o que não entra.